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A Organização Mundial de Saúde já definiu o abuso de drogas como “uma doença social epidêmica”, destacando o rápido aumento no uso de substâncias como cocaína, opióides e medicamentos psicotrópicos em muitos países em desenvolvimento, dentre eles o Brasil (OMS, 1999). O consumo de álcool e outras substâncias psicoativas constituem-se grave problema de saúde pública, com sérias conseqüências pessoais e sociais no futuro dos jovens e de toda a sociedade.
Contrapondo esta tendência, deve-se fortalecer a prevenção ao abuso de drogas em toda a rede social, das pequenas comunidades locais às estratégias governamentais. Mais de 20 anos de pesquisas tem ajudado a identificar importantes fatores que colocam as pessoas em risco ou proteção para uso de drogas. O Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas – EUA (NIDA) através de rigorosos estudos científicos descreveu, em termos diretos e acessíveis, os princípios básicos que podem ser aplicados com êxito para prevenir o uso de drogas entre as pessoas jovens.
Outros fatores – tais como a disponibilidade de drogas, padrões de tráfico, e crenças de que o uso é geralmente tolerado – influencia o número de pessoas jovens que começam usar drogas.
Para muitas crianças, as pesquisas têm mostrado que os períodos de vulnerabilidade são as transições, quando elas crescem de um estágio do desenvolvimento para outro, ou quando elas experimentam dificuldades de mudanças na vida, tais como crises ou divórcio.
A primeira grande transição para as crianças é quando elas deixam a segurança da família e entram na escola. Quando elas avançam da pré-escola para o ensino fundamental , elas novamente experimentam mudanças sociais, tais como participar de um grande grupo de pares.
Existe um estágio, no início da adolescência, que as “crianças” provavelmente se deparam com o uso de drogas pela primeira vez. Mais tarde, quando eles entram no ensino secundário, em face às mudanças sociais, psicológicas e educacionais como se preparar para o futuro, os jovens podem usar e abusar de álcool, tabaco e outras drogas.
Quando adultos jovens ingressam na universidade ou se casam ou entram para o mercado de trabalho, eles mais uma vez encaram novos riscos para abuso de álcool e outras drogas em seu novo ambiente adulto.
Devido aos riscos aparecerem a cada transição, da infância até o jovem adulto, os planos de prevenção precisam desenvolver programas que possam prover suporte a cada estágio do desenvolvimento. Os indivíduos, as famílias e as escolas mais conscientes e sensíveis à importância destes momentos de vulnerabilidade e mudança podem se tornar mais eficientes e proteger crianças e jovens.
Os estudos indicam que as crianças muito freqüentemente começam usar drogas entre os 12 ou 13 anos de idade, que os jovens adolescentes movem-se do uso ilícito de substâncias legais (como tabaco, álcool e inalantes) para o uso de drogas ilegais. A seqüência do uso do tabaco e álcool para o uso de maconha ou inalantes, por exemplo, e então, para outras drogas tem sido encontrado em quase todos os estudos de longo-termo (que acompanham as pessoas por um longo período). A ordenação do uso de drogas numa progressão é largamente relacionado com normas e atitudes sociais e disponibilidade de drogas. Mas não se pode dizer que fumar e beber em idades precoces sejam as causas do uso de drogas mais tarde.
O que se pode dizer é que alguém que já fumou ou bebeu, aumenta seu risco para passar a usar maconha em 65 vezes mais que a pessoa que nunca fumou ou bebeu. O risco para mover-se para uso de cocaína é aumentado em 104 vezes para quem já fumou maconha pelo menos uma vez na vida em relação a quem nunca fumou (Levantamento Nacional Domiciliar sobre Abuso de Drogas,1991/1993 – NIDA)
As pesquisas têm sugerido, além de causas biológicas para a progressão do uso de drogas, causas comportamentais e sociais, tais como envolvimento precoce com pessoas com comportamento anti-social e usuários de drogas.De fato, todas estas possibilidades podem fazer parte.
Relacionamentos na família, relacionamentos com pares, ambiente escolar e comunitário constitui-se, cada qual, nos principais settings (lugares) para a devida detenção da iniciação do uso de drogas.
A educação de crianças sobre os efeitos negativos das drogas, especialmente os mais imediatos em suas vidas, é um importante elemento de prevenção. Ajudar as crianças a serem mais bem sucedidas no seu comportamento escolar, a desenvolverem vínculos fortes com pares pró-sociais, com a escola e com a comunidade são alguns elementos centrais.
Informações assim podem ser utilizadas por pais, professores, líderes comunitários e organizacionais. Os próprios pacientes em tratamento são veículos de prevenção, pois estão buscando importantes mudanças em suas vidas. Os dependentes em recuperação que experimentaram a chamada prevenção terciária (aplicada quando o problema já se estabeleceu e causou danos) fecham uma progressão e abrem um novo ciclo. Diante de qualquer ponto do ciclo progressivo da dependência, as estratégias de enfrentamento e mudança são possíveis.
National Institute on Drug Abuse (NIDA).
NIH publication No.99-421- Printed April 2003.
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Outras Informações:
(0xx41) 3267-6969